Com dados da CPI da Covid, ABJD faz nova denúncia contra Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional

Foto: Marcos Corrêa-PR Acesse o documento em português e inglês Com base em fatos novos levantados pela CPI da Covid, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou nesta terça-feira, 09, no Tribunal Penal Internacional (TPI), um adendo onde pede que a Corte dê seguimento à representação realizada em abril de 2020. A intenção é que seja investigada a denúncia feita pela entidade contra Jair Bolsonaro por cometimento de crimes humanitários contra a população brasileira ao assumir a opção de imunidade de rebanho, com boicote ao programa de vacinação e negação das políticas de cuidados sanitários .  De acordo com os juristas, a sistematização de dados produzidos pela CPI da Covid e por vários pesquisadores revelam o empenho e a eficiência da atuação do presidente e da União em prol da ampla disseminação do vírus no território nacional. “As normas produzidas, decretos e vetos a leis votadas no Congresso, os discursos e atos de Bolsonaro foram determinantes para

NOTA DE PESAR | ABJD-PA lamenta morte do padre Bruno Sechi


Padre Bruno Sechi — Foto: Akira Onuma



Faleceu Padre Bruno Sechi.

Italiano, chegou ao Brasil na década de 60.

Fundador do restaurante do pequeno vendedor, em 1970, posteriormente República do Pequeno Vendedor e atual Movimento República de Emaús, Padre Bruno foi um sacerdote, um cidadão, um ser humano devotado em ajudar o próximo e em especial em atendimento às crianças e adolescentes.

A importância desse movimento é tão grande e impactante para a cidade de Belém que é raro ver uma casa que não tenha interagido de alguma forma com a República de Emaús, seja fornecendo doações para reciclagem, seja recebendo as ações de assistência social e formação educacional que seus projetos propiciam.

Quantas crianças tiveram um alento e a vida modificada por suas ações?

Só isso já seria suficiente pra marcar seu nome no estado que adotou, mas Padre Bruno foi além e através das ações do Movimento do Pequeno Vendedor, pode lutar para a criação do Centro de Defesa do Menor (CDM), atual Centro de Defesa da Criança e Adolescente (CEDECA EMAÚS). 

Influenciou e atuou na criação do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, Fórum Nacional em defesa da criança e adolescente, Associação Nacional de Centros de Defesa, na formulação do ECA, e na criação dos Conselhos Tutelares, enfim, toda a política de proteção à criança e adolescente teve alguma participação de sua atuação.

E, para além de sua atuação em relação à criança e adolescente, Padre Bruno será lembrado sempre como um dos maiores defensores de direitos humanos desse Estado.

Num momento histórico onde as políticas e defensores de direitos humanos são marginalizados, Padre Bruno fará uma falta enorme.

É uma perda imensurável.

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, ABJD – Núcleo Pará lamenta de forma profunda seu falecimento e nos apegamos ao seu exemplo, para que, como ele, tentemos seguir firmes, retos, incansáveis e corajosos na defesa dos Direitos Humanos.

Muito obrigado por tudo Padre Bruno, muito obrigado.


Associação Brasileira de Juristas Pela Democracia
ABJD – Núcleo Pará