ABJD denuncia Bolsonaro por crime contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional

Presidente estimula o contágio e coloca a vida de milhares de pessoas em risco na pandemia A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) protocolou nesta quinta-feira, (2/4) uma representação (Leia a íntegra em português e inglês) no TPI (Tribunal Penal Internacional) contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, pela prática de crime contra a humanidade que vitima a população brasileira diante da pandemia de coronavírus.

Acesse o texto de divulgação em inglês e espanhol.
De acordo com a entidade, o Brasil possui, no atual momento, um chefe de governo e de Estado cujas atitudes são total e absolutamente irresponsáveis. Por isso, solicitam ao TPI que instaure procedimento para averiguar a conduta do presidente e condene Bolsonaro pelo crime contra a humanidade por expor a vida de cidadãos brasileiros, com ações concretas que estimulam o contágio e a proliferação do vírus, aplicando a pena cabível.

“Por ação ou omissão, Bolsonaro coloca a vida da população em risco, come…

NOTA DE PESAR | ABJD-PA lamenta morte do padre Bruno Sechi


Padre Bruno Sechi — Foto: Akira Onuma



Faleceu Padre Bruno Sechi.

Italiano, chegou ao Brasil na década de 60.

Fundador do restaurante do pequeno vendedor, em 1970, posteriormente República do Pequeno Vendedor e atual Movimento República de Emaús, Padre Bruno foi um sacerdote, um cidadão, um ser humano devotado em ajudar o próximo e em especial em atendimento às crianças e adolescentes.

A importância desse movimento é tão grande e impactante para a cidade de Belém que é raro ver uma casa que não tenha interagido de alguma forma com a República de Emaús, seja fornecendo doações para reciclagem, seja recebendo as ações de assistência social e formação educacional que seus projetos propiciam.

Quantas crianças tiveram um alento e a vida modificada por suas ações?

Só isso já seria suficiente pra marcar seu nome no estado que adotou, mas Padre Bruno foi além e através das ações do Movimento do Pequeno Vendedor, pode lutar para a criação do Centro de Defesa do Menor (CDM), atual Centro de Defesa da Criança e Adolescente (CEDECA EMAÚS). 

Influenciou e atuou na criação do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, Fórum Nacional em defesa da criança e adolescente, Associação Nacional de Centros de Defesa, na formulação do ECA, e na criação dos Conselhos Tutelares, enfim, toda a política de proteção à criança e adolescente teve alguma participação de sua atuação.

E, para além de sua atuação em relação à criança e adolescente, Padre Bruno será lembrado sempre como um dos maiores defensores de direitos humanos desse Estado.

Num momento histórico onde as políticas e defensores de direitos humanos são marginalizados, Padre Bruno fará uma falta enorme.

É uma perda imensurável.

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, ABJD – Núcleo Pará lamenta de forma profunda seu falecimento e nos apegamos ao seu exemplo, para que, como ele, tentemos seguir firmes, retos, incansáveis e corajosos na defesa dos Direitos Humanos.

Muito obrigado por tudo Padre Bruno, muito obrigado.


Associação Brasileira de Juristas Pela Democracia
ABJD – Núcleo Pará