ABJD adia realização do III Seminário Internacional e do Curso de Formação para associados

A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia), por suas instâncias deliberativas – Executiva e Colegiado Nacional, considerando que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou situação de pandemia em decorrência do Covid-19, conhecido como novo coronavírus, e de acordo com as orientações do Ministério da Saúde, de governos estaduais e instituições em geral, notadamente no que tange à circulação e aglomeração de pessoas, ante sua responsabilidade social com a saúde de seus e suas integrantes, e bem assim da coletividade, de forma consensual, decidiu pelo ADIAMENTO dos seguintes eventos:


Curso de Formação da ABJD, que estava programado para os dias 6 a 10 de abril, na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema-São Paulo; III Seminário Internacional e Assembleia Geral da ABJD, que estava previsto para os dias 28 a 30 de maio, na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, em Salvador.
Sendo certo que a realização de ambos os eventos envolve tratativas c…

Nota | Denúncia do MPF contra Glenn Greenwald reforça tese de retaliação


A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) considera lamentável a decisão do MPF (Ministério Público Federal) de denunciar o jornalista Glenn Greenwald na operação chamada “Spoofing”. 

As liberdades de imprensa e de expressão já foram bastante atacadas ao longo do ano de 2019, tendo o jornalista e sua equipe sofrido severas perseguições pela divulgação de material de altíssimo interesse público. 

Desde que o The Intercept Brasil começou a mostrar os graves diálogos envolvendo o ex-juiz e atual Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e procuradores da Operação Lava Jato, a ABJD tem se colocado na linha de frente das ações para a revelação da verdade histórica, em especial denunciando a disfuncionalidade do sistema de justiça e a interferência nos processos democráticos. Assim seguirá atuando. 

Vale registrar que Glenn Greenwald não era investigado e sequer constava formalmente no inquérito, o que reforça a tese de retaliação. 

O MPF deveria atuar para corrigir seus erros e não se afastar ainda mais do mandato constitucional que marcou a criação do órgão como parte da luta pela redemocratização no Brasil.