ABJD lança campanha #MoroMente para explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz na Lava Jato

Ato será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP 
Preocupada com o discurso de Sergio Moro de relativização da legalidade e de normalização de desvios, a ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) lança nesta quinta-feira (01/08) a campanha #MoroMente para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz, e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

A ação contará com a participação de juristas que irão explicar como os envolvidos na operação Lava Jato atropelaram leis e corromperam a Constituição.

Nesta abertura, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, esclarece porque Moro está mentindo quando diz que é normal o contato regular e de tanta influência com representantes do Ministério Público (MP) no curso de um processo. Assista.

Um ato público será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Fra…

Jurista da ABJD destaca a importância da formatura de sem-terras e imigrantes em Direito na UFPR


Turma Nilce de Souza Magalhães. Foto: Joka Madruga

49 estudantes de Direito do Programa Nacional de Educação da Reforma Agrária (Pronera) se formaram na última terça-feira, 17/12, na UFPR (Universidade Federal do Paraná). São filhos de famílias assentadas da reforma agrária, dos atingidos por barragens, pequenos produtores e imigrantes, que receberam uma sólida e ampla formação jurídica, mas, antes de tudo, humanística e crítica. 


“Essa formatura é muito cheia de significado porque mostra que o ambiente da universidade pública pode ser plural e inclusivo, sem perder a tradicional alta qualidade do seu ensino, pesquisa e extensão”, declarou Tatyana Scheila Friedrich, professora de Direito Internacional Privado e coordenadora do curso de Direito da UFPR. 


Integrante da ABJD, Tatyana conta que os alunos e alunas sempre se mostraram muito unidos, realizando místicas, cantando músicas e recitando poesias. “Eles se organizavam em comissões internas e deixavam o layout da sala de aula sempre no formato de mesa redonda com uma carteira ao lado da outra e nunca uma na frente da outra, como são os modelos tradicionais das aulas de graduação em Direito. Sempre foram muito participantes das aulas e fazendo muitas perguntas”, lembra. 

De acordo com a jurista, em uma época de valorização da educação burocrática, formal e impositiva, a turma exigia um educar que levasse em conta as necessidades e problemas da sociedade e as diferenças e questões étnico-raciais, culturais, sociais, de gênero, e os diferentes contextos. 

“Eles sabem que serão instrumentos de transformação e justiça social. E atores da resistência democrática nos tempos atuais”, definiu. “Foi muito gratificante participar desse projeto, ser professora da turma e ser coordenadora do curso de Direito da UFPR nesse momento”, completou. 

Antes mesmo de serem diplomados, 19 estudantes da turma já passaram no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a prova que dá aos graduados em Direito a condição de advogar. Sete alunos também foram aprovados em cursos de pós-graduação da Universidade de Brasília (UNB), PUC-PR e UFPR. 

Durante a cerimônia de formatura, a paraninfo da turma foi o advogado e professor Manoel Caetano, também integrante da ABJD.