ABJD denuncia Bolsonaro por crime contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional

Presidente estimula o contágio e coloca a vida de milhares de pessoas em risco na pandemia A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) protocolou nesta quinta-feira, (2/4) uma representação (Leia a íntegra em português e inglês) no TPI (Tribunal Penal Internacional) contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, pela prática de crime contra a humanidade que vitima a população brasileira diante da pandemia de coronavírus.

Acesse o texto de divulgação em inglês e espanhol.
De acordo com a entidade, o Brasil possui, no atual momento, um chefe de governo e de Estado cujas atitudes são total e absolutamente irresponsáveis. Por isso, solicitam ao TPI que instaure procedimento para averiguar a conduta do presidente e condene Bolsonaro pelo crime contra a humanidade por expor a vida de cidadãos brasileiros, com ações concretas que estimulam o contágio e a proliferação do vírus, aplicando a pena cabível.

“Por ação ou omissão, Bolsonaro coloca a vida da população em risco, come…

ABJD prestigia posse da primeira mulher negra a presidir o XI de Agosto na USP




A estudante Letícia Chagas tomou posse como primeira presidente negra do Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da USP, que é o mais antigo do Brasil. A presidente recém - empossada, faz parte de uma chapa de oposição de esquerda, o coletivo Travessia, onde a maioria dos alunos é negra ou parda e estudou em escola pública.

Para Érica Meireles, da Executiva Nacional da ABJD, que esteve na cerimônia, a vitória deste grupo ilustra um passo que a Faculdade dá no contexto político resultante das cotas raciais que passaram a valer no vestibular em 2018, ano em que Letícia entrou na USP. A universidade pública de São Paulo foi a última a adotar o sistema.


"Em uma conjuntura de tamanho ataque a tudo que defendemos, felizmente no Centro Acadêmico XI de Agosto, entidade de atuação histórica pelas lutas democráticas, assume um coletivo comprometido e representativo da população mais vulnerabilizada e suas demandas. Finalmente filhos e filhas de trabalhadores/as chegam a esse espaço", comemora.

O primeiro negro a presidir a entidade foi Oscarlino Marçal, em 1963. Mas até hoje o XI de Agosto nunca tinha tido uma presidente negra. Em seu segundo ano na faculdade, Letícia quebrou a barreira racial e de gênero e se elegeu.

Ao tomar posse, Letícia ressaltou a importância da presença dos funcionários da casa. Sem desmerecer os professores, fez questão de dizer que seus pais são mais parecidos com os empregados que trabalham no Largo São Francisco do que com o corpo docente da casa. Iniciou dizendo que sua gestão é uma “reintegração de posse contra as pessoas que foram embranquecidas na universidade”.



Com informações do Migalhas