ABJD adia realização do III Seminário Internacional e do Curso de Formação para associados

A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia), por suas instâncias deliberativas – Executiva e Colegiado Nacional, considerando que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou situação de pandemia em decorrência do Covid-19, conhecido como novo coronavírus, e de acordo com as orientações do Ministério da Saúde, de governos estaduais e instituições em geral, notadamente no que tange à circulação e aglomeração de pessoas, ante sua responsabilidade social com a saúde de seus e suas integrantes, e bem assim da coletividade, de forma consensual, decidiu pelo ADIAMENTO dos seguintes eventos:


Curso de Formação da ABJD, que estava programado para os dias 6 a 10 de abril, na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema-São Paulo; III Seminário Internacional e Assembleia Geral da ABJD, que estava previsto para os dias 28 a 30 de maio, na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, em Salvador.
Sendo certo que a realização de ambos os eventos envolve tratativas c…

Moro atuava contra Lula e não contra corrupção


Foto Lula Marques

O povo brasileiro não aceita corrupção na política. Atentos a isso, os comandantes da Operação Lava Jato se aliaram à mídia para popularizar suas ações. Se aproveitaram de estratégias e instituições criadas nos últimos anos para combater a corrupção na política. É preciso reconhecer os avanços, mas, mesmo com um longo caminho a percorrer, vale lembrar que o período de maior investimento no combate à corrupção foram nos governos de Lula e Dilma.

Os presidentes do Partido dos Trabalhadores criaram a Controladoria-Geral da União (2003), um sistema de fiscalização das ações governamentais; o Portal da Transparência (2004), com informações sobre gastos, investimentos e remuneração dos agentes públicos; a Lei de Acesso à Informação (2011), “abrindo” as informações do Estado para a população; a nova Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (2012), a Lei Anticorrupção (2013) e a Lei de Combate às Organizações Criminosas (2013).

Com Lula e Dilma houve a estruturação da Polícia Federal e maior autonomia do Ministério Público, as mesmas instituições que, ironicamente, perseguiram Lula e o PT. Em 1998 havia 6.357 policiais federais. Em 2008, eram 10.487 agentes federais. Nos governos petistas, o Procurador Geral da República, chefe do Ministério Público, era escolhido pelos próprios procuradores. Temer indicou a pessoa de sua preferência: Raquel Dodge. Bolsonaro já disse que fará o mesmo. A partir dos anseios do povo brasileiro, os governos Lula e Dilma fortaleceram o combate à corrupção.

Porém, a criatura perseguiu o criador. Agentes públicos utilizaram instrumentos de combate à corrupção para interesses pessoais e políticos. O maior exemplo disso é a Operação Lava Jato. As reportagens do The Intercept Brasil revelam o que muitos sabiam, Sergio Moro direcionou as ações de delegados e procuradores da Lava Jato, e impediu que Lula fosse candidato, impulsionando a vitória de Bolsonaro. Moro era como o juiz de futebol que ajuda um dos times. As armas criadas por Lula foram usadas contra ele.

Lula foi o presidente mais popular e prestigiado internacionalmente. Para Moro, Lula teria trocado sua história por um apartamento. Agora as mentiras são reveladas.


Cláudio Silva
*Advogado, membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia