ABJD lança campanha #MoroMente para explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz na Lava Jato

Ato será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP 
Preocupada com o discurso de Sergio Moro de relativização da legalidade e de normalização de desvios, a ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) lança nesta quinta-feira (01/08) a campanha #MoroMente para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz, e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

A ação contará com a participação de juristas que irão explicar como os envolvidos na operação Lava Jato atropelaram leis e corromperam a Constituição.

Nesta abertura, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, esclarece porque Moro está mentindo quando diz que é normal o contato regular e de tanta influência com representantes do Ministério Público (MP) no curso de um processo. Assista.

Um ato público será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Fra…

Em defesa da liberdade de imprensa, ABJD diz ser inaceitável que órgãos de Estado intimidem jornalistas

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realizou audiência nesta quinta-feira, 04/07, para debater a influência das fake news na sociedade, com foco na liberdade de imprensa. O evento foi solicitado pelo presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), que leu uma carta da ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) defendendo a liberdade de expressão.

"O direito à liberdade de expressão, onde se inclui o exercício da livre imprensa, após os duros anos de regime ditatorial, no processo de redemocratização ganhou o status de proteção constitucional, sendo direito indisponível à sociedade brasileira".

Destacando o trabalho que vem sendo realizado pelos jornalistas do The Intercept Brasil, que revelaram diálogos entre o ex-juiz e atual ministro Sergio Moro e procuradores da Lava Jato demonstrando a parcialidade do julgador e dos acusadores durante todo o processo penal, a Associação de Juristas afirma que qualquer profissional jornalista, ao obter informação relevante, tem a prerrogativa constitucional de manter o sigilo da fonte.

"Consideramos, desse modo, gravíssimas as ameaças contra o jornalista Glenn Greenwald e à sua família, em decorrência de sua atividade profissional, por constituir-se em atentado à liberdade de imprensa em nosso país", destaca. 

De acordo com a ABJD, as autoridades competentes têm por obrigação garantir a integridade física do jornalista e de seus familiares, para que possa prosseguir com seu importante trabalho. "Mostra-se totalmente inaceitável, em uma democracia que se pretenda consolidada, que haja ameaças, reais ou veladas, ao exercício da profissão. A gravidade assume contornos ditatoriais se a intimidação parte dos órgãos do Estado, como se vem veiculando no caso concreto, de investigação do jornalista pelo COAF e pela Polícia Federal", denuncia.