ABJD lança campanha #MoroMente para explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz na Lava Jato

Ato será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP 
Preocupada com o discurso de Sergio Moro de relativização da legalidade e de normalização de desvios, a ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) lança nesta quinta-feira (01/08) a campanha #MoroMente para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz, e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

A ação contará com a participação de juristas que irão explicar como os envolvidos na operação Lava Jato atropelaram leis e corromperam a Constituição.

Nesta abertura, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, esclarece porque Moro está mentindo quando diz que é normal o contato regular e de tanta influência com representantes do Ministério Público (MP) no curso de um processo. Assista.

Um ato público será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Fra…

ABJD na luta contra a criminalização dos movimentos sociais



Nesta quarta-feira, 24/07, completa um mês da prisão de quatro lideranças do movimento de moradia em São Paulo, dentre elas a Preta Ferreira e seu irmão Sidney Ferreira. A acusação é de extorsão por cobrança de uma taxa de moradores em condomínios ocupados do centro de São Paulo, no entanto, o processo desconsidera que essas contribuições são decididas em assembleias de moradores, registradas em cartório e comprovadas por recibos.

O fato demonstra mais uma ação das forças do estado com o objetivo de criminalizar os movimentos sociais e retirar direitos e garantias constitucionais. A defesa de Preta não teve acesso completo ao inquérito que a levou para a prisão e, no último dia 10, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou liminar que pedia a libertação dos presos.

Diante da gravidade dos fatos, a ABJD, desde o primeiro momento, tem se colocado ao lado dos movimentos populares, demais juristas e atores na busca por soluções e ações que visam denunciar as arbitrariedades.

A associada Érica Meirelles tem acompanhado de perto o caso da Preta e demais ativistas e conta que está sendo preparado um ato contra a criminalização dos movimentos sociais previsto para acontecer no final de agosto. "É fundamental que façamos frente ao ataque contra direitos fundamentais mínimos, como a ampla defesa e o contraditório, que têm sido negados aos lutadores e lutadoras dos movimentos sociais", ressaltou.