ABJD lança campanha #MoroMente para explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz na Lava Jato

Ato será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP 
Preocupada com o discurso de Sergio Moro de relativização da legalidade e de normalização de desvios, a ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) lança nesta quinta-feira (01/08) a campanha #MoroMente para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz, e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

A ação contará com a participação de juristas que irão explicar como os envolvidos na operação Lava Jato atropelaram leis e corromperam a Constituição.

Nesta abertura, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, esclarece porque Moro está mentindo quando diz que é normal o contato regular e de tanta influência com representantes do Ministério Público (MP) no curso de um processo. Assista.

Um ato público será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Fra…

ABJD divulga nota de apoio à OAB: "Cumpre a função que lhe cabe na democracia". Assine!






Os fatos gravíssimos que estão sendo revelados por vários meios de comunicação, em conjunto com o portal The Intercept Brasil, que comprometem a independência e a imparcialidade do Poder Judiciário, e a lisura de atos de membros do Ministério Público, requerem a manifestação de todas as entidades comprometidas com a democracia.

A Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, compreendendo seu papel central na defesa da ordem jurídica, emitiu nota por meio de seu Conselho Federal no dia 10 de junho de 2019, em que afirmou seu compromisso em buscar junto às instituições a averiguação dos fatos divulgados, e recomendou que as autoridades envolvidas, a saber o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores da força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba, pedissem afastamento de seus respectivos cargos, com vistas a garantir a lisura das investigações, de forma plena e isenta. 

Além disso, diante da deflagração da Operação Spoofing, que prendeu suspeitos de invadir ou tentar invadir o Telegram de autoridades, a Ordem pediu à Justiça Federal de Brasília a preservação das provas obtidas. A reação veio a partir de uma declaração do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que afirmou que o material encontrado com os presos seria "descartado para não devassar a intimidade de ninguém".

Para o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, Moro "usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe de quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas".

Assim agindo, a OAB cumpre a função que lhe cabe na democracia brasileira de exigir a correta aplicação do Direito. Respeitando os princípios do devido processo legal, pede o esclarecimento dos fatos graves que indicam risco aos alicerces do Estado Democrático de Direito, presentes na Constituição Federal de 1988. 

Desse modo, nós, advogados militantes, professores de Direito, juízes, promotores, procuradores, servidores das diversas carreiras jurídicas e estudantes de Direito, parabenizamos e louvamos a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB que de forma corajosa, não se furtou ao papel que lhe foi atribuído pela sociedade brasileira.