Com dados da CPI da Covid, ABJD faz nova denúncia contra Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional

Foto: Marcos Corrêa-PR Acesse o documento em português e inglês Com base em fatos novos levantados pela CPI da Covid, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou nesta terça-feira, 09, no Tribunal Penal Internacional (TPI), um adendo onde pede que a Corte dê seguimento à representação realizada em abril de 2020. A intenção é que seja investigada a denúncia feita pela entidade contra Jair Bolsonaro por cometimento de crimes humanitários contra a população brasileira ao assumir a opção de imunidade de rebanho, com boicote ao programa de vacinação e negação das políticas de cuidados sanitários .  De acordo com os juristas, a sistematização de dados produzidos pela CPI da Covid e por vários pesquisadores revelam o empenho e a eficiência da atuação do presidente e da União em prol da ampla disseminação do vírus no território nacional. “As normas produzidas, decretos e vetos a leis votadas no Congresso, os discursos e atos de Bolsonaro foram determinantes para

ABJD REPUDIA ATAQUES AO PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL


Pressupostos básicos da democracia, a liberdade de expressão e o respeito às instituições entram em risco, quando o Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil recém-eleito, Felipe Santa Cruz, é barbaramente atacado nas redes sociais por suas opiniões, com ameaças, distorções do conteúdo de suas falas e demonstrações de ódio. 

A prática, que infelizmente tornou-se corriqueira no período mais recente no Brasil, e busca se naturalizar como se legítima fosse, apresenta-se como a tentativa de impor o medo e intimidar as vozes que, inclusive por dever de ofício, se pronunciam sobre as grandes questões institucionais da nação.

O Presidente do Conselho Federal da OAB vem se manifestando em consonância com a missão fundamental da entidade que dirige, guardiã da Constituição, da ordem jurídica, do Estado democrático de direito, dos direitos humanos, da justiça social, da boa aplicação das leis e do aperfeiçoamento das instituições jurídicas. Em decorrência disso vem sendo hostilizado, advertido e insultado por pessoas e grupos com comportamento protofascista.

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, que tem em seu corpo de membros parcela pertencente à advocacia, entende que a legislação pátria reserva à OAB, historicamente,  o papel de preservação da ordem democrática e as salvaguardas constantes no texto constitucional, sendo legítimo seu posicionamento ativo e crítico, diante de atos atentatórios à dignidade humana e à moralidade pública, fazendo cumprir o papel fundamental, que decorre de sua independência e autonomia, que devem estar sempre a serviço da cidadania.

Desse modo, a ABJD repudia os ataques feitos ao Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e todas as manifestações de intolerância, ódio e desprezo pela saudável divergência, solidarizando-se e reiterando a necessidade da preservação de um ambiente ético, democrático, de diálogo, livre de autoritarismos e constrangimentos, com garantia do livre debate de ideias.