ABJD lança campanha #MoroMente para explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz na Lava Jato

Ato será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP 
Preocupada com o discurso de Sergio Moro de relativização da legalidade e de normalização de desvios, a ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) lança nesta quinta-feira (01/08) a campanha #MoroMente para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz, e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

A ação contará com a participação de juristas que irão explicar como os envolvidos na operação Lava Jato atropelaram leis e corromperam a Constituição.

Nesta abertura, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, esclarece porque Moro está mentindo quando diz que é normal o contato regular e de tanta influência com representantes do Ministério Público (MP) no curso de um processo. Assista.

Um ato público será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Fra…

EM AUDIÊNCIA COM O STF, ABJD PEDE LIBERDADE DE LULA

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia participou de audiência com a presidenta do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia que aconteceu na tarde da última terça-feira (14) em Brasília. Nela estiveram presentes além dos juristas, o argentino, Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel e também militantes sindicais e de movimentos populares, ativistas religiosos, artistas, entre outros. Inspirados pela garra das colunas da Marcha Lula Livre, entregaram para Cármen Lúcia um abaixo-assinado pedindo a liberdade do ex-presidente Lula, preso há 111 dias em Curitiba. 

Representando a ABJD estavam presentes o ex-presidente da OAB, Cézar Britto, a professora de Direito Internacional da UFRJ, Carol Proner e a Assessora do PT no Senado, Tania de Oliveira. Na ocasião, ressaltaram a importância  da visão internacional sobre o Brasil e a Suprema Corte no campo jurídico. Proner falou dos problemas e erros do sistema de mídia quando antecipa a culpa de investigados e réus, antecipação que é muitas vezes acompanhada pelo poder judiciário, sem o respeito ao princípio da presunção de inocência. Informou que “o número de presos antes do trânsito em julgado da sentença condenatória vem aumentando, já representa um quarto dos presos do sistema prisional segundo dados do CNJ". E cobrou, "esperamos que o Supremo Tribunal Federal possa reverter essa situação o mais rápido possível”.


A presidenta do STF afirmou que encaminhará o teor da reunião para todos os outros dez ministros e que não poderia se manifestar sobre o caso da candidatura do ex-presidente Lula diante da possibilidade dele vir a ser julgado pelo Supremo. A audiência foi emocionante, sobretudo porque contou com presença do Frei Sérgio Gorgen, em greve de fome há mais de 15 dias por justiça no STF.