ABJD denuncia Bolsonaro por crime contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional

Presidente estimula o contágio e coloca a vida de milhares de pessoas em risco na pandemia A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) protocolou nesta quinta-feira, (2/4) uma representação (Leia a íntegra em português e inglês) no TPI (Tribunal Penal Internacional) contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, pela prática de crime contra a humanidade que vitima a população brasileira diante da pandemia de coronavírus.

Acesse o texto de divulgação em inglês e espanhol.
De acordo com a entidade, o Brasil possui, no atual momento, um chefe de governo e de Estado cujas atitudes são total e absolutamente irresponsáveis. Por isso, solicitam ao TPI que instaure procedimento para averiguar a conduta do presidente e condene Bolsonaro pelo crime contra a humanidade por expor a vida de cidadãos brasileiros, com ações concretas que estimulam o contágio e a proliferação do vírus, aplicando a pena cabível.

“Por ação ou omissão, Bolsonaro coloca a vida da população em risco, come…

ABJD, ABED e FENED realizam o Seminário: Impactos Econômicos da Lava Jato. Confira a programação!


A atuação seletiva da Lava Jato no suposto combate à corrupção de determinadas empresas nacionais, o enfraquecimento da principal estatal brasileira e os incalculáveis prejuízos causados à economia pela operação, serão debatidos no Seminário "Impactos Econômicos da Lava Jato" que será realizado on-line nos dias 12 e 13 de setembro. A iniciativa é da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED) e da Federação Nacional de Estudantes de Direito (FENED). 

O evento reunirá importantes economistas, pesquisadores e juristas que se debruçam sobre o tema. A transmissão será pelo YouTube: ABJDBR

Confira os convidados, a programação e participe:

Sábado // 12-09
9h30 às 17h


Painel 1: Lava Jato e o imaginário de um país corrupto: crescimento da extrema direita e desconstrução do Estado

Convidados: Rafael Valim e Esther Solano

Painel 2: Papel da Lava Jato na crise econômica brasileira (2015-2016)

Convidados: Juliane Furno, Esther Dweck, Luiz Fernando de Paula 

Domingo // 13-09
10h às 17h

Painel 3: Impactos da Lava Jato nos setores do petróleo e gás, construção civil e indústria naval

Convidados: Rosa Maria Marques, William Nozaki, Cibele Izidorio Fogaça Vieira

Painel 4: Lava Jato e geopolítica, relações internacionais e efeitos econômicos

Convidados: Marcelo Zero, Gisele Ricobom Larissa Ramina

Impactos Econômicos da Lava Jato

Segundo cálculo do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), a Lava Jato levou a Petrobras a reduzir o seu montante de investimento em 25%, causando a perda de milhões de empregos e a forte redução no Produto Interno Brasileiro (PIB).

Doutora em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp, Juliane Furno afirma que somente entre 2015 e 2016, a Operação foi responsável por algo em torno de 2,5% da retração do PIB, uma queda da arrecadação de R$ 146 bilhões relacionada, principalmente, à paralisia das atividades nos setores metalmecânico, naval, construção civil e engenharia pesada. 

As juristas Larissa Ramina, Carol Proner e Gisele Ricobom, reforçam que a Lava jato atacou, justamente, as empresas que significavam uma ameaça aos interesses econômicos dos EUA. A prova é que nos depoimentos prestados em Curitiba apareceram inúmeras menções a outras empresas, a exemplo do Banco Safra e do Bradesco, que não foram investigadas. Ao contrário, os principais alvos da operação, a Petrobrás e a Odebrecht, altamente vinculadas às políticas públicas dos governos do PT e voltadas para a América Latina e para a África, disputavam de forma eficiente espaço no cenário internacional", apontam.

Para Juliane Furno, essa é a fórmula de desmonte de um país: enfraquecer sua principal empresa estatal, líder mundial na exploração de petróleo em águas profundas; criminalizar sua política de investimento; reduzir os empregos e as encomendas nas empresas fornecedoras e, por fim, atacar um dos poucos setores econômicos nacionais com elevada produtividade e alto desenvolvimento tecnológico. "Tudo isso atende aos interesses daqueles que querem um Brasil mais submisso, mas dependente e com reduzida soberania energética e econômica".