Retrospectiva 2020 | "São histórias que a história qualquer dia contará"

2020 chega ao fim nos deixando uma grande lição sobre a necessidade urgente de justiça, de solidariedade, de saúde, de garantia de direitos e respeito à democracia.  A ABJD agradece a todas e todos associadas (os), companheiras (as) e entidades parceiras que estiveram juntos nas trincheiras da resistência e da sobrevivência, se solidariza profundamente com as vítimas da pandemia e familiares, e deseja que em 2021 tenhamos ainda mais força e coragem para seguirmos nas importantes batalhas por um mundo mais justo. Vamos à luta! Feliz Ano Novo!

Declaração da ABJD – Repúdio ao comportamento de Jair Bolsonaro


Foto: Sergio Lima/ AFP

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia - ABJD - , em consonância com outras entidades e instituições que defendem a democracia no Brasil, repudia e condena o comportamento do Presidente da República Federativa do Brasil, Jair Bolsonaro que, ao participar de ato alusivo às comemorações pelo Dia do Exército Brasileiro, violou normas sanitárias de isolamento social como prevenção à propagação do novo coronavírus, atentou contra o fim do isolamento social, utiliza seus poderes persuasivos e dissuasivos para impedir um projeto unificado de combate à COVID-19, incitando o caos em momento de grave crise social, econômica e política do país.

Discursando para manifestantes, a máxima autoridade, segundo o nosso sistema constitucional, usou de palavras que estimulam a quebra da institucionalidade democrática e que comprometem o livre exercício dos poderes Legislativo, Judiciário e mesmo do poder Executivo, insurgindo-se contra os governadores que, na ausência de legitimidade e centralidade de comando no combate à crise sanitária, estão unidos pela vida e pela saúde.

Não é razoável que a postura do presidente, cujas ações colocam em risco a saúde da população, seja mais penosa do que a contenção do próprio vírus pandêmico.

A ABJD, que já vem denunciando o comportamento criminoso de Jair Bolsonaro (fraude eleitoral, crime de responsabilidade e contra a humanidade), inclusive em tribunal internacional, reitera a urgência de mobilização de todas as forças democráticas em torno da defesa da vida e da democracia.