Com dados da CPI da Covid, ABJD faz nova denúncia contra Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional

Foto: Marcos Corrêa-PR Acesse o documento em português e inglês Com base em fatos novos levantados pela CPI da Covid, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou nesta terça-feira, 09, no Tribunal Penal Internacional (TPI), um adendo onde pede que a Corte dê seguimento à representação realizada em abril de 2020. A intenção é que seja investigada a denúncia feita pela entidade contra Jair Bolsonaro por cometimento de crimes humanitários contra a população brasileira ao assumir a opção de imunidade de rebanho, com boicote ao programa de vacinação e negação das políticas de cuidados sanitários .  De acordo com os juristas, a sistematização de dados produzidos pela CPI da Covid e por vários pesquisadores revelam o empenho e a eficiência da atuação do presidente e da União em prol da ampla disseminação do vírus no território nacional. “As normas produzidas, decretos e vetos a leis votadas no Congresso, os discursos e atos de Bolsonaro foram determinantes para

Sarau Não ao Feminicídio será dia 13/02, em Brasília




Com a quinta maior taxa de feminicídio do mundo, a realidade brasileira aponta para uma guerra silenciosa na qual milhares de mulheres cotidianamente são ameaçadas, abusadas, estupradas ou mortas. No Distrito Federal, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, somente em janeiro de 2019, registrou-se um feminicídio por semana. Na maioria dos casos (74%), os crimes ocorreram dentro de casa. Segundo os dados atualizados em 2018, Brasília ocupa o quinto lugar em índices de mortes de mulheres no país.

Frente a esse grave cenário, artistas de Brasília se unem em um sarau onde poetas e músicos irão denunciar as violências físicas e simbólicas contra a mulher. O evento será no dia 13/02, a partir das 19h, no Teatro dos Bancários. 

Na programação musical, Martinha do Coco, Dora Cabanilha, Marina Andrade, grupo de choro Marangone – Rodrigo Pereira (violão), Cristina Porto (fagote), Fernando Borgatto (bandolim), Sidnei Maia (flauta), Henrique Borgatto (cavaquinho) e Davi Muniz (pandeiro) –, além do quarteto formado por Beatriz Schimidt (flauta transversal), Eduardo Rangel (voz), Liliana Gayoso (violino) e Genil Castro (guitarra).

Promovido pelo Celeiro Literário de Brasília e pelo projeto BraSa – Caminhos Literários e Musicais entre Brasília e Salvador, o evento conta com o apoio de diversas entidades civis, como: Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED), Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp), CFMEA, Sindicato dos Bancários, Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor), Unacon Sindical, Instituto Construção.

Dados

A última edição do Atlas da Violência, produzido em 2019 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mostra que em 10 anos houve um crescimento de 30,7% de homicídios femininos no território nacional. Somente em 2017, 13 mulheres foram assassinadas por dia, além da estimativa de, no mínimo, 300 mil estupros anuais, já que, infelizmente, as notificações não correspondem a todos os crimes.


Serviço

Sarau Não ao Feminicídio
Data: 13 de fevereiro
Hora: 19h
Local: Teatro dos Bancários
Eqs 314/315 - Bloco A - Asa Sul, Brasília
Entrada gratuita