ABJD denuncia Bolsonaro por crime contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional

Presidente estimula o contágio e coloca a vida de milhares de pessoas em risco na pandemia A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) protocolou nesta quinta-feira, (2/4) uma representação (Leia a íntegra em português e inglês) no TPI (Tribunal Penal Internacional) contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, pela prática de crime contra a humanidade que vitima a população brasileira diante da pandemia de coronavírus.

Acesse o texto de divulgação em inglês e espanhol.
De acordo com a entidade, o Brasil possui, no atual momento, um chefe de governo e de Estado cujas atitudes são total e absolutamente irresponsáveis. Por isso, solicitam ao TPI que instaure procedimento para averiguar a conduta do presidente e condene Bolsonaro pelo crime contra a humanidade por expor a vida de cidadãos brasileiros, com ações concretas que estimulam o contágio e a proliferação do vírus, aplicando a pena cabível.

“Por ação ou omissão, Bolsonaro coloca a vida da população em risco, come…

Sarau Não ao Feminicídio será dia 13/02, em Brasília




Com a quinta maior taxa de feminicídio do mundo, a realidade brasileira aponta para uma guerra silenciosa na qual milhares de mulheres cotidianamente são ameaçadas, abusadas, estupradas ou mortas. No Distrito Federal, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, somente em janeiro de 2019, registrou-se um feminicídio por semana. Na maioria dos casos (74%), os crimes ocorreram dentro de casa. Segundo os dados atualizados em 2018, Brasília ocupa o quinto lugar em índices de mortes de mulheres no país.

Frente a esse grave cenário, artistas de Brasília se unem em um sarau onde poetas e músicos irão denunciar as violências físicas e simbólicas contra a mulher. O evento será no dia 13/02, a partir das 19h, no Teatro dos Bancários. 

Na programação musical, Martinha do Coco, Dora Cabanilha, Marina Andrade, grupo de choro Marangone – Rodrigo Pereira (violão), Cristina Porto (fagote), Fernando Borgatto (bandolim), Sidnei Maia (flauta), Henrique Borgatto (cavaquinho) e Davi Muniz (pandeiro) –, além do quarteto formado por Beatriz Schimidt (flauta transversal), Eduardo Rangel (voz), Liliana Gayoso (violino) e Genil Castro (guitarra).

Promovido pelo Celeiro Literário de Brasília e pelo projeto BraSa – Caminhos Literários e Musicais entre Brasília e Salvador, o evento conta com o apoio de diversas entidades civis, como: Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED), Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp), CFMEA, Sindicato dos Bancários, Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor), Unacon Sindical, Instituto Construção.

Dados

A última edição do Atlas da Violência, produzido em 2019 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mostra que em 10 anos houve um crescimento de 30,7% de homicídios femininos no território nacional. Somente em 2017, 13 mulheres foram assassinadas por dia, além da estimativa de, no mínimo, 300 mil estupros anuais, já que, infelizmente, as notificações não correspondem a todos os crimes.


Serviço

Sarau Não ao Feminicídio
Data: 13 de fevereiro
Hora: 19h
Local: Teatro dos Bancários
Eqs 314/315 - Bloco A - Asa Sul, Brasília
Entrada gratuita