ABJD lança campanha #MoroMente para explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz na Lava Jato

Ato será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP 
Preocupada com o discurso de Sergio Moro de relativização da legalidade e de normalização de desvios, a ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) lança nesta quinta-feira (01/08) a campanha #MoroMente para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz, e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

A ação contará com a participação de juristas que irão explicar como os envolvidos na operação Lava Jato atropelaram leis e corromperam a Constituição.

Nesta abertura, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, esclarece porque Moro está mentindo quando diz que é normal o contato regular e de tanta influência com representantes do Ministério Público (MP) no curso de um processo. Assista.

Um ato público será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Fra…

"É triste ver o fascismo mostrando a cara com tanta sinceridade no Chile e no Brasil", afirma jurista da ABJD




A professora de Direito Internacional e integrante da ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia), Carol Proner, participou do Foladh (Fórum Latino-Americano de Direitos Humanos) que aconteceu no Chile, entre os dias 23 e 25 de janeiro. Leia a íntegra do relato aqui.


Durante sua passagem pelo país, a jurista participou de uma das manifestações que acontecem todas as sextas-feiras desde o histórico 28 de outubro de 2019. "Foi uma experiência impressionante, bela e triste ao mesmo tempo. Já são mais de 23 mortos, 9 mil presos com registros arbitrários de desacato e atos incendiários e mais de 200 pessoas que perderam a visão por disparo de “perdigones”, balas feitas de aço (e não de borracha) disparadas pela polícia", relatou.


Integrante do CLAJUD (Conselho Latino-americano de justiça e Democracia), Proner debateu as crises democráticas no Brasil, Chile e América Latina no Foladh. Enquanto acontecia o evento, segundo ela, militantes assumidamente pinochetistas estavam aos berros nos portões, protestando contra o progressismo, contra as avós da Praça de Maio e chamando os defensores de direitos humanos de corruptos. "É triste ver o fascismo mostrando a cara com tanta sinceridade no Chile e no Brasil, mas, e ao menos nas rua de Santiago, o que se sente é que a reação está a flor da pele e que o povo não vai mais ficar calado até que ocorra uma transformação efetivamente profunda", contou.

O Fórum tem como objetivo implementar padrões no âmbito dos direitos humanos, surgiu como uma iniciativa promovida pela Comissão de Direitos Humanos do Senado chileno dois meses e meio após a explosão social que gerou a maior crise do país desde o retorno à democracia, em 1990.

Várias organizações internacionais como o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a Anistia Internacional e a Human Rights Watch relataram que foram cometidas violações dos direitos humanos durante os protestos e criticaram as ações das forças do Estado.

O Fórum Latino-Americano de Direitos Humanos visa operar como um órgão para perseguir, denunciar e condenar as violações aos direitos universais e proporcionar reparação e justiça às vítimas de crimes contra a humanidade.

Com o lema ?Direitos Humanos aqui e agora', o encontro foi realizado no antigo Congresso Nacional e organizado pela presidência da Comissão de Direitos Humanos do Senado. Entre as diversas personalidades que participaram, estiveram presentes o magistrado espanhol Baltasar Garzón, conhecido mundialmente por emitir uma ordem de prisão contra o ditador do Chile Augusto Pinochet.

O Foladh também busca ser o início de uma série de encontros orientados a abordar o descontentamento cidadão que se expressa em diversos países contra o modelo neoliberal e propor iniciativas conjuntas para a defesa e promoção dos direitos humanos na região e no mundo.