ABJD lança campanha #MoroMente para explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz na Lava Jato

Ato será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP 
Preocupada com o discurso de Sergio Moro de relativização da legalidade e de normalização de desvios, a ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) lança nesta quinta-feira (01/08) a campanha #MoroMente para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz, e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

A ação contará com a participação de juristas que irão explicar como os envolvidos na operação Lava Jato atropelaram leis e corromperam a Constituição.

Nesta abertura, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, esclarece porque Moro está mentindo quando diz que é normal o contato regular e de tanta influência com representantes do Ministério Público (MP) no curso de um processo. Assista.

Um ato público será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Fra…

Missão Haiti: ABJD participa de Colóquio que denuncia os crimes cometidos pela ONU no país



A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) realiza missão no Haiti nesta semana e participa do “Colóquio Internacional Ocupação, Soberania, Solidariedade: para um tribunal popular sobre os crimes da MINUSTAH no Haiti”. O evento denuncia os crimes e as violências cometidas pelos agentes das Organização das Nações Unidas (ONU) contra a população haitiana.


A Associação está sendo representada pela desembargadora aposentada Kenarik Boujikian e pela advogada e professora da UFRRJ Charlotth Back. As juristas contam que diversos movimentos sociais, feministas, sindicais e camponeses apresentaram um balanço dos 15 anos da ocupação da ONU que, segundo relatos apresentados no Colóquio, é responsável pela introdução da epidemia de cólera no Haiti. “Em 2010, após o terremoto que destruiu parte significativa do Haiti, a ONU enviou um contingente de soldados do Nepal contaminados com a doença”, explicaram. O fato resultou na morte de milhares de pessoas vitimadas pela cólera e inúmeras ainda continuam infectadas. 


Estiveram presentes no Colóquio advogados, militantes e especialistas em direitos humanos de Brasil, Bélgica, Porto Rico, Argentina, Venezuela, México e Estados Unidos. A intenção é prestar solidariedade ao povo haitiano e cooperar para a formação de um tribunal popular para buscar reparação das vítimas da cólera e exigir a responsabilização das Nações Unidas pelos crimes contra a humanidade perpetrados com a anuência dos países ocidentais e de organismos internacionais, sob o discurso de "intervenção humanitária". 


A missão Haiti da ABJD é apoiada pela Brigada Dessalines. A ação faz parte das atividades da Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da Associação. A SRI integra a Coalizão Internacional de Juristas pela Paz e pela Democracia e volta-se ao acompanhamento constante e ativo dos avanços das forças conservadoras e neoliberais, cujas políticas socioeconômicas de efeitos desumanos impulsionam grandes mobilizações e levantes populares na América Latina.

SRI-ABJD

Formada em 16 de julho de 2019, a SRI da ABJD tem se dedicado ao monitoramento das situações nacionais e internacionais, em especial com relação ao Equador, Chile, Argentina, Venezuela, Haiti e Bolívia, países que, de modo geral, assim como o Brasil, sofrem com as políticas neoliberais de violações e retiradas de direitos básicos da população e da soberania, de desigualdade, violências e opressões estruturais.

Nesse contexto, os levantes populares se intensificam e com eles a repressão e violência policial, gerando novos e constantes dados de violações de Direitos Humanos, que também são objetos do monitoramento da Secretaria.