Com dados da CPI da Covid, ABJD faz nova denúncia contra Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional

Foto: Marcos Corrêa-PR Acesse o documento em português e inglês Com base em fatos novos levantados pela CPI da Covid, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou nesta terça-feira, 09, no Tribunal Penal Internacional (TPI), um adendo onde pede que a Corte dê seguimento à representação realizada em abril de 2020. A intenção é que seja investigada a denúncia feita pela entidade contra Jair Bolsonaro por cometimento de crimes humanitários contra a população brasileira ao assumir a opção de imunidade de rebanho, com boicote ao programa de vacinação e negação das políticas de cuidados sanitários .  De acordo com os juristas, a sistematização de dados produzidos pela CPI da Covid e por vários pesquisadores revelam o empenho e a eficiência da atuação do presidente e da União em prol da ampla disseminação do vírus no território nacional. “As normas produzidas, decretos e vetos a leis votadas no Congresso, os discursos e atos de Bolsonaro foram determinantes para

ABJD prestigia posse da primeira mulher negra a presidir o XI de Agosto na USP




A estudante Letícia Chagas tomou posse como primeira presidente negra do Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da USP, que é o mais antigo do Brasil. A presidente recém - empossada, faz parte de uma chapa de oposição de esquerda, o coletivo Travessia, onde a maioria dos alunos é negra ou parda e estudou em escola pública.

Para Érica Meireles, da Executiva Nacional da ABJD, que esteve na cerimônia, a vitória deste grupo ilustra um passo que a Faculdade dá no contexto político resultante das cotas raciais que passaram a valer no vestibular em 2018, ano em que Letícia entrou na USP. A universidade pública de São Paulo foi a última a adotar o sistema.


"Em uma conjuntura de tamanho ataque a tudo que defendemos, felizmente no Centro Acadêmico XI de Agosto, entidade de atuação histórica pelas lutas democráticas, assume um coletivo comprometido e representativo da população mais vulnerabilizada e suas demandas. Finalmente filhos e filhas de trabalhadores/as chegam a esse espaço", comemora.

O primeiro negro a presidir a entidade foi Oscarlino Marçal, em 1963. Mas até hoje o XI de Agosto nunca tinha tido uma presidente negra. Em seu segundo ano na faculdade, Letícia quebrou a barreira racial e de gênero e se elegeu.

Ao tomar posse, Letícia ressaltou a importância da presença dos funcionários da casa. Sem desmerecer os professores, fez questão de dizer que seus pais são mais parecidos com os empregados que trabalham no Largo São Francisco do que com o corpo docente da casa. Iniciou dizendo que sua gestão é uma “reintegração de posse contra as pessoas que foram embranquecidas na universidade”.



Com informações do Migalhas