ABJD lança campanha #MoroMente para explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz na Lava Jato

Ato será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP 
Preocupada com o discurso de Sergio Moro de relativização da legalidade e de normalização de desvios, a ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) lança nesta quinta-feira (01/08) a campanha #MoroMente para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz, e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

A ação contará com a participação de juristas que irão explicar como os envolvidos na operação Lava Jato atropelaram leis e corromperam a Constituição.

Nesta abertura, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, esclarece porque Moro está mentindo quando diz que é normal o contato regular e de tanta influência com representantes do Ministério Público (MP) no curso de um processo. Assista.

Um ato público será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Fra…

NOTA | ABJD repudia omissão do Governo Brasileiro diante da invasão da Embaixada da Venezuela



A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia), entidade vocacionada à defesa das garantias fundamentais e do Estado Democrático de Direito, por intermédio de sua Secretaria de Relações Internacionais, vê com gravíssima preocupação a atitude do Governo Brasileiro diante do episódio de invasão e tentativa de tomada da Embaixada da Venezuela na cidade de Brasília-DF, por parte de cidadãos brasileiros e venezuelanos na madrugada deste 13 de novembro de 2019.

O direito internacional é absolutamente claro com relação às garantias das missões diplomáticas, sendo um imperativo intransponível das relações entre estados-membros da comunidade internacional, as prerrogativas, privilégios e imunidades que garantem a existência das missões diplomáticas e consulares, a segurança de agentes e funcionários para que consigam exercer plena e livremente suas funções no país que cumprem suas atividades, sem a interferência indevida do país receptor.

As prerrogativas e privilégios relativos às embaixadas decorrem da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961, reforçada por acordos bilaterais entre Brasil e cada uma das nações que possuem sede em território nacional, constituindo o amálgama de confiança das relações entre Estado, um direito sagrado para a existência mesma da Comunidade Internacional e que inclui, por evidente, a inviolabilidade da sede da missão diplomática, repartições e organismos, seus arquivos e de seus funcionários.

A atitude do governo brasileiro de não atuar para garantir a segurança dos membros do corpo diplomático venezuelano, obrigando-os a adotar atitudes de autodefesa para manter a integridade do espaço da Missão e as pessoas ali abrigadas, é uma evidente agressão ao jus cogens internacional e que ameaça, imediatamente, as demais 134 embaixadas e 250 repartições consulares presentes em território nacional. Sem contar, pelo princípio da reciprocidade, as embaixadas, repartições e delegações brasileiras no exterior, que excedem duas centenas de missões.

A ABJD repudia a conduta do governo brasileiro e exorta as organizações em defesa da Democracia e do Direito Internacional a permanecerem vigilantes, pois este lamentável episódio apenas contribui para fazer prosperar a opinião internacional sobre a incivilidade que tem regido as nossas relações diplomáticas no atual momento histórico.