Seminário Nacional e Internacional da ABJD

ABJD realiza Seminário para debater Sistema de Justiça e Democracia no Brasil e na América Latina

  Nos dias 3 e 4 de dezembro, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) realiza o Seminário Nacional e Internacional para debater: “Sistema de justiça e democracia: compromisso ou descompasso?”. A transmissão será pelo Youtube: ABJDBR De acordo com os juristas, uma das principais discussões será sobre o uso do sistema de justiça com fins de desestabilização política, bloqueio à participação popular e prisões políticas. "São elementos repressivos e autoritários comuns nos processos de reivindicação por direitos no Chile, na Colômbia, na Bolívia, no Equador e no Peru, por exemplo", afirmam.  Além disso, a entidade avalia que nos últimos anos, o sistema de justiça tem protagonizado decisões importantes no que se refere à democracia no Brasil. "Isso nos coloca a necessidade de avaliar os próprios limites do ativismo judicial e da judicialização da política, quando está em jogo a participação social", ressalta.  Programação Dia 03/12/20 10h às 12:30h  Me

“Moro mente e os julgamentos da Lava Jato foram uma fraude”, afirma Kenarik Boujikian




“Moro mente porque quer dar a entender que a conduta dele é absolutamente normal, apesar das revelações mostrarem que ele agiu com absoluta parcialidade”. A afirmação é da desembargadora aposentada Kenarik Boujikian, que foi juíza por 30 anos, além de ter atuado como procuradora e advogada. Assista o vídeo. 

Desde que o The Intercept Brasil e outros veículos de imprensa revelaram as conversas do ex-juiz Sergio Moro com procuradores da Lava Jato, o atual ministro da Justiça e Segurança Pública vem reafirmando que não há nada nas mensagens vazadas que mostre a quebra de imparcialidade ou que seja anormal no cotidiano de uma operação judicial.


No entanto, Kenarik listou diversas irregularidades cometidas por Moro ao longo da Lava Jato: “Não é normal que um juiz produza prova, indique testemunhas para o Ministério Público (MP), avise os prazos, decida quando uma operação deva ser realizada, receba petição antes de entrar no processo e combine estratégias com o MP para envolver a imprensa”, descreveu.

Outro ponto fundamental de controle da parcialidade do magistrado é que tudo em um processo deve ser público, justamente para garantir que as pessoas possam ter acesso ao que acontece. As conversas privadas do ex-juiz apenas com a parte acusadora representam justamente o contrário. “Um julgamento só pode ser justo se ele for decidido por um juiz imparcial, conforme está na Constituição”, define.

Para a ex-desembargadora, todo esse conjunto de situações prova que Moro mente e indica que os julgamentos da Lava Jato foram uma fraude. “Em 30 anos de magistratura, eu nunca conheci essa espécie de juiz com esse tipo de relação indevida com qualquer das partes. Quando ele atua de forma parcial, rompe com o sistema democrático”.

Kenarik Boujikian faz parte da Campanha #MoroMente lançada pela ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz Sergio Moro e cobrar dos órgãos competentes que realizem uma investigação rigorosa contra os envolvidos.


Serviço

Todos os vídeos da Campanha podem ser acessados no canal da ABJD:

YouTube: @abjdbr