ABJD lança campanha #MoroMente para explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz na Lava Jato

Ato será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP 
Preocupada com o discurso de Sergio Moro de relativização da legalidade e de normalização de desvios, a ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) lança nesta quinta-feira (01/08) a campanha #MoroMente para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz, e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

A ação contará com a participação de juristas que irão explicar como os envolvidos na operação Lava Jato atropelaram leis e corromperam a Constituição.

Nesta abertura, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, esclarece porque Moro está mentindo quando diz que é normal o contato regular e de tanta influência com representantes do Ministério Público (MP) no curso de um processo. Assista.

Um ato público será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Fra…

Homenagem a Marielle Franco marca início das atividades da Secretaria de Diversidades da ABJD

Fotos: Jhuan de Brito

“A Secretaria de Diversidades da ABJD talvez seja um marco histórico de que a Associação está se comprometendo de verdade não só com a luta institucional, mas contra o racismo estrutural, contra a violência do capital e do patriarcado”. A afirmação é de Maysa Carvalhal, da Frente Estadual de Juristas Negras e Negros do Rio de Janeiro, que participou do lançamento do novo instrumento de luta e resistência da Associação de Juristas. Assista o vídeo e veja como foram os debates.

O evento, ocorrido em setembro, marcou o início das atividades da Secretaria de Diversidades da entidade e homenageou a grande defensora dos direitos humanos, Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, assassinada brutalmente em março de 2018. Os pais da ativista, Marinete Silva e Antônio Francisco, participaram do ato e ressaltaram o trabalho fundamental que foi realizado pela filha. “Marielle era uma poliglota do agir, defendia todos os grupos com enorme vontade”, lembrou Antônio.

“A Secretaria de Diversidades da ABJD existe porque a Marielle nos inspira”, definiu a professora de Direito Internacional e integrante da ABJD, Carol Proner. 



Marcelise Azevedo, da Executiva Nacional da ABJD, destacou que a Secretaria foi criada para tratar de temas muito importantes e caros para a Associação e para seu objetivo principal que é a defesa intransigente da democracia, “que não existe sem igualdade de raça, gênero e respeito à diversidade”. 



Também da Executiva, Vera Lucia Santana Araújo, alertou para o momento que o Brasil vive, formalmente dirigido por forças políticas descomprometidas com a Constituição democrática. “Isso faz pertinente e oportuna a criação da Secretaria de Diversidades, onde a gente quer dialogar com pluralidade, amorosidade, humanidade, alteridade, espiritualidade, igualdade, transversalidade, ancestralidade, solidariedade, positividade, fraternidade, generosidade. Este último um atributo muito marcante desse processo que se inicia”, finalizou. 


O Seminário de lançamento contou com debates sobre a política de cotas, direitos LGBTI+ e das mulheres e racismo. A realização foi uma parceria da ABJD com a Sub-Reitoria de Graduação da UERJ (SR1) e apoio da Federação Nacional dos Estudantes de Direito (FENED), DCE-UERJ, Centro Acadêmico Luiz Carpenter (CALC/Direito) e Coletivo Matheusa (UERJ).