ABJD lança campanha #MoroMente para explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz na Lava Jato

Ato será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP 
Preocupada com o discurso de Sergio Moro de relativização da legalidade e de normalização de desvios, a ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) lança nesta quinta-feira (01/08) a campanha #MoroMente para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz, e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

A ação contará com a participação de juristas que irão explicar como os envolvidos na operação Lava Jato atropelaram leis e corromperam a Constituição.

Nesta abertura, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, esclarece porque Moro está mentindo quando diz que é normal o contato regular e de tanta influência com representantes do Ministério Público (MP) no curso de um processo. Assista.

Um ato público será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Fra…

ABJD participa de debate na Câmara dos Deputados sobre a #VazaJato

Deltan, novamente, se recusa a prestar esclarecimentos 

A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) participa nesta terça-feira, 10/9, a partir das 9h, de um debate na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados sobre as mensagens trocadas entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador chefe da Força Tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol. 

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão irá representando a Associação. O procurador foi convidado, mas enviou justificativa de ausência. Estarão ainda o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz; e o editor-executivo do The Intercept Brasil (que publicou as mensagens), Leandro Demori. 

As discussões deverão abordar a legalidade e a razoabilidade administrativa da conduta dos agentes públicos envolvidos na troca de mensagens entre Moro e Dallagnol. 

O deputado Rogério Correia (PT-MG) foi o autor da proposta, para ele, "o episódio revela para a sociedade uma articulação entre acusador e juiz para condenar alguém sem a devida imparcialidade". 

Desde que o escândalo da #VazaJato foi revelado, a ABJD tem se colocado entre as entidades que cobram uma investigação urgente e rigorosa. “Para combater a corrupção, o ex-juiz Moro e os procuradores da Lava Jato se colocaram acima das leis e violaram as responsabilidades funcionais, institucionais e constitucionais. Já passou da hora de responderem pelas ilegalidades cometidas”, defende a ABJD.