Seminário Nacional e Internacional da ABJD

ABJD realiza Seminário para debater Sistema de Justiça e Democracia no Brasil e na América Latina

  Nos dias 3 e 4 de dezembro, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) realiza o Seminário Nacional e Internacional para debater: “Sistema de justiça e democracia: compromisso ou descompasso?”. A transmissão será pelo Youtube: ABJDBR De acordo com os juristas, uma das principais discussões será sobre o uso do sistema de justiça com fins de desestabilização política, bloqueio à participação popular e prisões políticas. "São elementos repressivos e autoritários comuns nos processos de reivindicação por direitos no Chile, na Colômbia, na Bolívia, no Equador e no Peru, por exemplo", afirmam.  Além disso, a entidade avalia que nos últimos anos, o sistema de justiça tem protagonizado decisões importantes no que se refere à democracia no Brasil. "Isso nos coloca a necessidade de avaliar os próprios limites do ativismo judicial e da judicialização da política, quando está em jogo a participação social", ressalta.  Programação Dia 03/12/20 10h às 12:30h  Me

ABJD recebe carta de Lula durante ato #MoroMente



Durante o ato #MoroMente realizado pela ABJD nesta segunda-feira, 19/8, véspera de completar 500 dias da prisão injusta de Lula, a Associação recebeu uma carta (leia) do ex-presidente que foi lida pelo advogado Luiz Carlos Rocha. "Deus sabe, eu sei, Dallagnol sabe e o próprio Moro sabe que mentiu", diz.


De acordo com Lula, para colocar em prática o seu direito penal do inimigo, a pretexto de combater a corrupção, Moro e a força tarefa da Lava Jato transformaram a operação em uma quase instituição para manipular, fraudar, mentir e corromper as instituições. "Por isso fico muito orgulhoso de saber dessa campanha e da imensa quantidade de gente que defende a democracia, denunciando a grande farsa jurídica que já é famosa no mundo inteiro", finaliza.


O evento reuniu mais de mil pessoas no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP (assista na íntegra). Para Tânia Maria de Oliveira, da Coordenação da Executiva Nacional da ABJD, Sérgio Moro é uma farsa e teve que romper com as questões mais elementares de um magistrado para impor ao país um projeto político que não venceria nas urnas se não fosse a obstrução de Lula como candidato.  


A desembargadora aposentada Kenarik Boujikian pediu o afastamento “imediato de Sérgio Moro do Ministério da Justiça”. “São 500 dias de injustiça (para Lula). Não aceitamos um julgamento que corrompe as instituições. Moro mente porque tem projetos pessoais e fez desse julgamento uma fraude. O judiciário está em dívida com o povo brasileiro. É hora do STF cumprir seu papel, libertando tardiamente o presidente Lula”, reivindicou.


O ex-presidenciável Fernando Haddad fez questão de prestigiar o ato  e em um discurso forte,  afirmou que caso Moro não interferisse no processo político, “Lula subiria a rampa do Palácio do Planalto no dia 1 de janeiro de 2019”. 

O ex-ministro da Educação atacou o ex-juiz.“Moro mente, mas Moro, além de ser um pinóquio, é um fantoche. É uma pessoa que ao longo dos oito meses à frente do ministério, não honrou nem seu cargo, sendo humilhado pelo governo que ele resolveu seguir, depois de ter praticado uma das maiores injustiças da histórias desse país.




A presidenta nacional do PT Gleisi Hoffman e o presidente nacional do PSOL Juliano Medeiros, parabenizaram a ABJD pela coragem de defender a democracia e denunciar a conduta de Sergio Moro e dos procuradores da #VazaJato. 


Além de parlamentares, professores, estudantes e juristas, estiveram presentes as seguintes entidades: Defensoria Pública, Transforma MP, Frente Brasil e Popular, Frente Povo Sem Medo, Centro Acadêmico XI de Agosto, Federação Nacional de Estudantes de Direito, Movimento Policiais Antifascimo, Frente Interreligiosa Dom Paulo Evaristo Arns, Central de Movimentos Populares, Sindicato dos Advogados Públicos de SP, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, parlamentares federais, estaduais e municipais, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Educafro, Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual, Fenajufe, IBCCriM, Advogados e Advogadas pela Democracia, Justiça e Cidadania, União Nacional do Estudantes, Intersindical, União de Mulheres de São Paulo e Promotoras Legais Populares, Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil, Rede feminista de Juristas e Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares.

As juristas Gisele Cittadino e Carol Proner leram a Carta da Campanha #MoroMente da ABJD

Fotos: Guilherme Gandolfi
Vejas fotos do ato. Clique aqui.