Retrospectiva 2020 | "São histórias que a história qualquer dia contará"

2020 chega ao fim nos deixando uma grande lição sobre a necessidade urgente de justiça, de solidariedade, de saúde, de garantia de direitos e respeito à democracia.  A ABJD agradece a todas e todos associadas (os), companheiras (as) e entidades parceiras que estiveram juntos nas trincheiras da resistência e da sobrevivência, se solidariza profundamente com as vítimas da pandemia e familiares, e deseja que em 2021 tenhamos ainda mais força e coragem para seguirmos nas importantes batalhas por um mundo mais justo. Vamos à luta! Feliz Ano Novo!

ABJD envia nota de solidariedade a presidente da OAB atacado por Bolsonaro



A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia), irresignada com o conteúdo injurioso e desrespeitoso das manifestações do senhor Jair Bolsonaro contra Fernando Santa Cruz, vítima do Golpe Policial Militar de 1964, denuncia a repulsa à democracia professada pelo Presidente da República.

Bolsonaro agora eleva o tom ditatorial insultando a memória de um desaparecido da ditadura militar e ferindo a dignidade humana de Felipe Santa Cruz, filho da vítima e atual Presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

A negação dos primados do Estado Democrático de Direito é o traço mais marcante das declarações, atos governamentais e proposições do presidente Jair Bolsonaro. A provocação impiedosa contra o Presidente da OAB em face da morte de seu pai em circunstâncias dolorosas, até porque jamais esclarecidas à família e à sociedade, atenta contra as instituições, destitui processos de respeito e garantia aos familiares de militantes políticos que deram suas vidas por um projeto político mais sólido e justo e viola marcos civilizatórios que são da essência da República.

Ao lado da expressa solidariedade à pessoa de Felipe Santa Cruz e família, a ABJD se soma à OAB e demais organizações compromissadas com a restauração da ordem democrática no Brasil, inclusive para instar os Poderes constituídos às respostas que se lhes impõem ante a gravidade das manifestações atentatórias da Carta Constitucional, sem prejuízo das ações de mobilização popular organizada em defesa do direito à verdade e à memória!