ABJD lança campanha #MoroMente para explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz na Lava Jato

Ato será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP 
Preocupada com o discurso de Sergio Moro de relativização da legalidade e de normalização de desvios, a ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) lança nesta quinta-feira (01/08) a campanha #MoroMente para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz, e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

A ação contará com a participação de juristas que irão explicar como os envolvidos na operação Lava Jato atropelaram leis e corromperam a Constituição.

Nesta abertura, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, esclarece porque Moro está mentindo quando diz que é normal o contato regular e de tanta influência com representantes do Ministério Público (MP) no curso de um processo. Assista.

Um ato público será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Fra…

NOTA - ABJD-AL se solidariza com presidente do TJAL, desembargador Tutmés Airan

Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai investigar a conduta do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador Tutmés Airan, após ele aparecer ao lado de uma faixa onde estava escrito 'Lula Livre', durante o protesto do último dia 30 de maio.
A Associação Brasileira dos Juristas pela Democracia (ABJD) - Núcleo de Alagoas vem manifestar solidariedade e apoio ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJAL), desembargador e professor Tutmés Airan, em face de infundadas acusações sobre o descumprimento de deveres da magistratura. 

No último 30 de maio, manifestações populares organizadas em âmbito nacional por entidades, sindicatos e movimentos sociais foram às ruas em protesto contra o corte de cerca de 30% do orçamento da Educação, promovido pelo governo federal, prejudicando instituições federais de ensino do país inteiro.

Em nosso estado, a redução de verbas para custeio e investimento compromete fatalmente as atividades do Instituto Federal de Alagoas (IFAL) e da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), afetando milhares de professores, estudantes e servidores e ameaçando a continuidade de projetos de pesquisa e de extensão que atendem às demandas da sociedade alagoana. 

A presença do presidente do TJAL na praça da sede da corte estadual, local onde se concentrava a manifestação, denotou a disposição em promover o diálogo público com os manifestantes, exercendo um recomendável papel de mediador com agentes da sociedade civil.

Nesse contexto, o fato de ter sido fotografado em torno de manifestantes que portavam bandeiras que simbolizavam reivindicações legítimas não implica a adesão do desembargador a qualquer atividade partidária. 

Ademais, no curso do golpe que destituiu a Presidenta Dilma Roussef e durante as últimas eleições, diversos integrantes da magistratura país afora declararam apoio explícito à campanha do antipetismo e às medidas de exceção da Operação Lava Jato, como a prisão arbitrária do ex-presidente Lula, participaram de atos de rua e se manifestaram em mídias virtuais, sem que qualquer medida punitiva fosse tomada pelas Corregedorias locais ou pelo Conselho Nacional de Justiça. 

É importante o registro de que o desembargador Tutmés Airan é, há décadas, professor da Faculdade de Direito da UFAL e, nessa condição, sempre defendeu o devido processo legal e a relevância das universidades e da educação pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada. 

Em razão disso, o Núcleo de Alagoas da ABJD se solidariza com o desembargador presidente do TJAL, por acreditar que o exercício republicano da representação do Poder Judiciário pressupõe o constante e transparente diálogo com os diversos e plurais movimentos democráticos da sociedade. 


Maceió, 10 de junho de 2019
ABJD - Núcleo de Alagoas