Carol Proner: Pacote "anticrime" aumentará mortes de inocentes e agentes públicos

Jurista afirma que medidas propostas pelo ex-juiz e agora ministro da Justiça, Sérgio Moro, são "catastróficas" José Eduardo Bernardes* Brasil de Fato | São Paulo , 13 de Fevereiro de 2019 às 19:19 Uma das juristas mais respeitadas do Brasil, Carol Proner, doutora em Direito Internacional pela Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, na Espanha, concedeu entrevista exclusiva ao Brasil de Fato sobre o pacote de medida lançado pelo ex-juiz de primeira instância e agora ministro da Justiça, Sérgio Moro, na segunda-feira, dia 4 de fevereiro. Para ela, muitas medidas previstas no chamado pacote “anticrime” ferem princípios constitucionais e possuem caráter meramente populista. Proner concorda com os juristas que afirmam que o projeto de Moro terá consequências negativas em termos de segurança pública. "Ele [Moro] atrai para si a responsabilidade do punitivismo, da letalidade, da violência, da matança social, do genocídio, a partir de um projeto que é uma fraude, na minha o…

ABJD faz nova denúncia ao CNJ contra desembargadora que difamou Marielle Franco logo após seu assassinato




Foto: Divulgação

Marília Neves volta a fazer postagens com conteúdos falsos, que incitam violência e intimidador contra várias pessoas, inclusive o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A nova denúncia protocolada nesta terça-feira (22) pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) é um adendo ao procedimento que já investiga a desembargadora.

Em março do ano passado a ABJD entrou com representação no Conselho contra a mesma desembargadora por crime de ódio e racismo contra Marielle Franco. Neves divulgou em suas redes sociais que a vereadora estava engajada com bandidos e que havia sido eleita com apoio de facções criminosas. O  CNJ decidiu acolher a denúncia e abriu investigação sobre o caso, entretanto ainda não foi levado ao colegiado.

A nova denúncia dos juristas apresenta novos elementos de que Marília Neves está reincidindo na prática de racismo e crimes de ódio, além de desrespeitar o Provimento 71/2018 que determina regras de conduta para juízes nas redes sociais.


Registros das postagens de Marília Neves que foram apagadas após serem denunciadas ao Facebook 

Na semana passada a magistrada compartilhou uma postagem atacando pessoalmente o ex-candidato a presidência da República Guilherme Boulos, que dizia "a tristeza no olhar de quem vai ser recebido na bala, depois do decreto do Bolsonaro". Outras postagens de teor semelhante são publicas sem nenhum constrangimento pela desembargadora há algum tempo.

Leia a ação.