ABJD lança campanha #MoroMente para explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz na Lava Jato

Ato será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP 
Preocupada com o discurso de Sergio Moro de relativização da legalidade e de normalização de desvios, a ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) lança nesta quinta-feira (01/08) a campanha #MoroMente para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz, e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

A ação contará com a participação de juristas que irão explicar como os envolvidos na operação Lava Jato atropelaram leis e corromperam a Constituição.

Nesta abertura, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, esclarece porque Moro está mentindo quando diz que é normal o contato regular e de tanta influência com representantes do Ministério Público (MP) no curso de um processo. Assista.

Um ato público será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Fra…

A ABJD em 2018 e os desafios que 2019 nos reserva




A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia ganhou vida em 2018. Esta organização foi gestada por mais de um ano, em debates que foram iniciados em 2016. E quando nasceu, teve pressa, diante da urgência dos fatos políticos e da necessidade de ação por democracia. Rapidamente a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia se tornou referência na luta em defesa de direitos de indivíduos e coletivos.

Ao longo do ano, somamos as forças de juristas que acreditam na democracia, para denunciar as violações à Constituição Federal, e que infelizmente foram muitas. A ABJD foi responsável por representações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra juízes que não cumpriram seu papel e usaram seu cargo para atender aos próprios interesses e não ao interesse público. É o caso da Desembargadora Marília Castro Neves e o juiz Sérgio Moro.

A entidade organizou uma campanha pela presunção de inocência, com recolhimento de assinaturas presenciais em âmbito nacional e iniciativas, contra o encarceramento em massa. Realizamos mais de 15 formações de núcleos em todas as regiões do país. Organizamos um Seminário Nacional em fevereiro em Brasília, para debater o sistema de justiça, e um Seminário Internacional em maio no Rio de Janeiro, para denunciar as atrocidades jurídicas que vêm ocorrendo no Brasil, oportunidade em que fizemos nossa Assembleia de fundação. Visitamos o Papa. Cobramos do STF. Publicamos livros. Realizamos dezenas de eventos e participamos de outros tantos. Somamos hoje cerca de 1200 filiados em todo o Brasil, de todas as carreiras jurídicas.

O ano que se aproxima exigirá ainda mais das e dos juristas que optaram por reunir forças para defender os direitos arduamente conquistados no processo de redemocratização do Brasil. Um governo ultraliberal com características neofascistas assumirá no início do ano que se aproxima e precisamos estar “atentos e fortes” para uma disputa ainda mais dura na defesa do Estado Democrático de Direito e da Constituição.

Precisamos discutir com o conjunto da sociedade sobre como funciona o sistema de justiça e sobre como transformá-lo, não apenas para torná-lo mais acessível e menos elitista, mas para que seja possível denunciar perseguições e injustiças, além dos privilégios injustificáveis.