ABJD lança campanha #MoroMente para explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz na Lava Jato

Ato será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP 
Preocupada com o discurso de Sergio Moro de relativização da legalidade e de normalização de desvios, a ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) lança nesta quinta-feira (01/08) a campanha #MoroMente para mostrar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz, e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

A ação contará com a participação de juristas que irão explicar como os envolvidos na operação Lava Jato atropelaram leis e corromperam a Constituição.

Nesta abertura, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, esclarece porque Moro está mentindo quando diz que é normal o contato regular e de tanta influência com representantes do Ministério Público (MP) no curso de um processo. Assista.

Um ato público será realizado no dia 19 de agosto na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Fra…

Nota do Núcleo Brasília da ABJD sobre as eleições da OAB-DF

O Núcleo Brasília da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) – em sintonia com a inteligência da Constituição da República, que declara ser a advocacia indispensável à administração da Justiça – vem a público ressaltar a importância da participação de todos os advogados e de todas as advogadas do Distrito Federal nas eleições da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no próximo dia 29 de novembro.

Recorde-se, por oportuno, que a defesa intransigente das garantias jurídicas por meio da advocacia embasou o protagonismo social da OAB na luta pela redemocratização do país após duas décadas de ditadura militar. Uma luta que envolveu a convocação da Assembleia Nacional Constituinte e resultou na promulgação da chamada Constituição Cidadã de 1988, responsável por abraçar pautas democráticas historicamente negadas.

Aliás, por avalizar o pacto nacional que consagrou a democracia como princípio basilar da garantia dos direitos sociais, econômicos e políticos, a OAB recebe a função de voz constitucional da sociedade brasileira na Lei Maior, ultimamente alvo de intenso processo de desconstrução.

Basta lembrar da aprovação do impeachment sem crime de responsabilidade, da aprovação da reforma trabalhista, da criminalização dos movimentos sociais e da população pobre e negra, das condenações sem provas, da determinação de prisão sem trânsito em julgado e da aprovação da Emenda Constitucional 95, que impede a ampliação dos investimentos públicos em saúde e educação por vinte anos.

A ABJD, que se posicionou contrariamente a todas essas graves ameaças à democracia e aos direitos fundamentais, espera que a OAB empregue todos os seus recursos para:
I - combater os processos persecutórios e exigir a observância do devido processo legal, desprestigiado por setores do Sistema de Justiça;
II – advogar que as decisões judiciais observem regras estritas de legalidade e os fundamentos e objetivos da República enunciados na Constituição Cidadã;
III - defender o devido processo legal como princípio irrenunciável, do qual decorrem outros, como a presunção de inocência, a imparcialidade do juiz, a proibição da prova ilícita, a publicidade dos atos processuais, a inafastabilidade da jurisdição, a ampla defesa, o acesso à justiça e a assistência jurídica gratuita;
IV - combater as decisões judiciais flagrantemente contrárias à letra da lei, como a determinação de prisão em segunda instância;
V - promover a defesa dos direitos humanos – constitucionais e convencionais – e recorrer a todos os meios legais, em todas as instâncias, contra retrocessos que minorem ou anulem conquistas e garantias já consolidadas;
VI - defender a liberdade de manifestação do pensamento e de cátedra, a livre orientação sexual e identidade de gênero, e a igualdade entre homens e mulheres;
VII - fazer a defesa implacável das prerrogativas da advocacia, como expressão das garantias fundamentais que asseguram o amplo direito de defesa do cidadão contra a violência, a injustiça e a fraude;
VIII - zelar pela manutenção da garantia de liberdade de associação e da vedação de privação de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção política ou filosófica;
IX - efetuar a defesa intransigente do Estado Democrático de Direito.

Nessa expectativa, o Núcleo Brasília da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia convoca todos os seus filiados advogados e advogadas para comparecerem às urnas no dia 29 de novembro de 2018, a fim de elegerem dirigentes e conselheiros da OAB do Distrito Federal efetivamente comprometidos com o processo democrático em nosso país e com a busca incansável pela justiça.