EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA REUNIÃO DO COLEGIADO NACIONAL DA ABJD

A Coordenação Executiva da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia - ABJD, conforme artigo 21 do Estatuto Social, cuja reforma foi devidamente aprovada em Assembleia Geral ocorrida do dia 04 de agosto de 2018, em São Paulo/SP, convoca reunião do Colegiado Nacional, composto nos termos previstos nos artigo 17 do mencionado Estatuto, a saber:Art. 17. O Colegiado Nacional será composto por, ao menos, dois representantes de cada Núcleo Estadual e/ou Comitês de Representação, indicados/as entre seus integrantes, observando-se, sempre a paridade de gênero e de forma proporcional ao número de associados e de associadas de cada Núcleo, de acordo com os critérios definidos em Regimento Interno.§ 1º. Compõem, ainda, o Colegiado Nacional os/as integrantes da Coordenação Executiva Nacional.§ 2º. Os integrantes da Coordenação Executiva Nacional não poderão acumular a função de representantes de Núcleos Estaduais e/ou Comitês de Representação no Colegiado Nacional.§ 3º. Os Comitês de Repr…

NOTA DA ABJD-RIO EM REPÚDIO À CONDENAÇÃO DE 23 MILITANTES



A ABJD (Associação Brasileira de Juristas Pela Democracia) - Núcleo RJ, manifesta o seu repúdio à condenação de 23 militantes que foram processados criminalmente em razão de terem participado das manifestações em 2013 e 2014.

A ABJD - Núcleo RJ defende de forma intransigente o princípio constitucional da livre manifestação democrática. A decisão de condenar quem se dispõe a se organizar e se mobilizar contra eventuais abusos praticados pelo Estado chancela de forma clara a criminalização dos movimentos sociais, da participação da sociedade civil nos movimentos políticos e da luta coletiva e solidária da classe trabalhadora.

A prática do protesto se torna crime e a ação coletiva também é criminalizada, como também acontece nas ocupações de terra pelo MST. E para isso não é preciso individualização de condutas e responsabilidades.

A sentença condenatória desse processo repleto de vícios criminaliza cidadãos, em especial jovens, alguns deles professores, por participarem do processo político, o que poderá trazer consequências devastadoras para o futuro do país. A política poderá perder toda uma geração que deveria participar de um almejado movimento de renovação de quadros e da praxis política no Brasil.

A condenação dos 23 ativistas representa também a condenação das milhares de pessoas que, de forma legítima, tomaram as ruas para defender direitos e combater todo um quadro de ilegalidades praticadas pelo Estado, quando foram violentamente reprimidas.

O que se observa é uma condenação da política, por meio de uma leitura autoritária da lei. Julgamos inconcebível em uma democracia o Estado se utilizar de seus instrumentos jurídicos para perseguir e silenciar as lutadoras e lutadores.

Assim como fizeram os 23 ativistas de 2013/2014, é dever de todas e todos nos levantarmos contra as injustiças, os desmandos e as arbitrariedades do Estado. Estejamos juntos na defesa dos direitos de livre expressão, de opinião, de manifestação e de organização e pressão popular.

#Lutar não é crime!
#Eu apoio os 23!

Rio de Janeiro, 19 de julho de 2018.